Sede do BCE, em Frankfurt.
Sede do BCE, em Frankfurt.Dirk Claus/ECB

BCE diz que fragmentação da banca europeia resulta de opções políticas

Pedro Machado, membro do Conselho de Supervisão do BCE, sublinhou que as diferenças nos regimes de insolvência, os sistemas nacionais de garantia de depósitos e uma estrutura de capital excessivamente complexa "não são imutáveis".
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O membro do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE) Pedro Machado afirmou esta segunda-feira que a fragmentação que afeta o sistema bancário europeu "não é uma lei da natureza", mas resultado de opções políticas que podem mudar.

Durante uma intervenção no XVII Encontro Financeiro organizado pela KPMG e pelo jornal espanhol Expansión, Pedro Machado sublinhou que as diferenças nos regimes de insolvência, os sistemas nacionais de garantia de depósitos e uma estrutura de capital excessivamente complexa "não são imutáveis".

O responsável defendeu que é possível corrigir este estado de coisas se existir "a vontade política" necessária e, nos últimos tempos, tem-se tornado evidente que a disposição para realizar estas reformas existe.

O problema da banca europeia "não é a falta de resiliência, mas a divisão em mercados nacionais", explicou Machado, que lembrou que a imensa maioria dos empréstimos e depósitos se mantém dentro das fronteiras de cada país, e as fusões transfronteiriças são muito escassas.

Esta situação acentua a diferença com os Estados Unidos, já que, embora a banca europeia se destaque em créditos e depósitos, mantém uma posição pior nas atividades de negociação.

O certo é que na Europa coexistem 27 regimes de retenção fiscal diferentes e normas nacionais díspares em insolvência e na proteção ao consumidor, disse Machado, que ressaltou que simplificar não significa baixar o nível ou desregular, mas alcançar os mesmos objetivos prudenciais de forma mais clara, eficiente e proporcionada.

Daí a urgência de completar a união bancária e avançar para um sistema europeu de garantia de depósitos unificado, para redistribuir o risco e permitir o livre fluxo de capital e liquidez.

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