

O Groupe BPCE apresentou esta terça-feira, 5 de maio, os resultados financeiros do 1.º trimestre, confirmando um desempenho operacional que sustenta a sua recente expansão para o mercado português. O lucro líquido do grupo atingiu os mil milhões de euros, impulsionado por um crescimento de 7% nas receitas globais, que totalizaram 6,8 mil milhões de euros, refere o comunicado oficial divulgado em Paris.
Este desempenho foi alavancado pela banca de proximidade, através das redes Banque Populaire e Caisse d’Epargne (BPCE), cujas receitas subiram 12%, destaca a agência AFP. Este crescimento setorial foi impulsionado, em grande medida, por uma subida na margem financeira, que atingiu os 2,8 mil milhões de euros.
A entrada oficial do grupo em Portugal, formalizada a 30 de abril com o pagamento de 6,7 mil milhões de euros pela totalidade do capital do Novo Banco, traduziu-se num reforço imediato da confiança dos mercados. As agências de notação financeira Fitch e Moody’s reagiram à mudança de controlo com uma subida dos ratings da instituição portuguesa para os patamares de “A-” e “A3”, respetivamente, refletindo a integração naquele que é o 2.º maior grupo bancário de França e o 4.º maior da Zona Euro.
Os indicadores de solvabilidade detalhados no balanço trimestral reforçam esta trajetória, com o rácio de capital CET1 a fixar-se nos 16,4% e as reservas de liquidez a atingirem os 324 mil milhões de euros. No plano comercial, o grupo demonstrou uma elevada capacidade de captação ao conquistar 217 mil novos clientes em apenas três meses, mantendo o custo do risco estável e um rácio de eficiência de 65%, revela o comunicado da instituição.
A integração do Novo Banco é o pilar central do plano estratégico Vision 2030, defende Nicolas Namias, presidente do diretório do BPCE. Portugal passa a ser o segundo mercado doméstico do grupo na banca de retalho, sublinha o gestor no documento oficial. Com uma quota de mercado de 9% a nível nacional e de 18% no segmento das PME, o Novo Banco deverá agora acelerar o investimento na digitalização e na transição energética, mantendo o modelo de gestão local liderado por Mark Bourke sob a tutela do modelo cooperativo francês.