

O barril de petróleo Brent para entrega em junho subiu esta segunda-feira, 6, 0,70 %, mantendo-se abaixo dos 110 dólares, após uma nova ameaça de Donald Trump ao Irão se não reabrir o Estreito de Ormuz até terça-feira.
De acordo com dados de mercado recolhidos pela agência EFE, às 6:15 em Lisboa, o Brent subia 0,70%, para 109,73 dólares por barril no mercado de futuros de Londres.
O Presidente dos Estados Unidos lançou no domingo um novo ultimato ao Irão para que abra a passagem aos navios no Estreito de Ormuz até às 20:00 de terça-feira, dia 07, em Washington (00:00 TMG de quarta-feira), sob pena de atacar as centrais elétricas e as pontes do país e de o país ser submetido ao "inferno".
Trump anunciou este domingo que dará uma conferência de imprensa acompanhado por militares na Casa Branca, na qual se espera que o mandatário dê mais detalhes sobre o referido ultimato.
A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, acordou este domingo aumentar a produção de petróleo em 206.000 barris por dia a partir de 01 de maio, um compromisso simbólico, uma vez que a aplicação do aumento não será possível enquanto a guerra no Irão continuar e o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado.
A decisão foi tomada numa teleconferência pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Os oito países "manifestaram a preocupação com os ataques às infraestruturas energéticas, salientando que a recuperação dos ativos energéticos danificados até à plena capacidade é dispendiosa e demorada, o que afeta a disponibilidade geral do abastecimento".
Enquanto o Brent sobe ligeiramente — em março acumulou uma valorização de 63%, o maior aumento mensal desde, pelo menos, 1988 —, o petróleo intermédio do Texas (WTI) cotava-se hoje com uma ligeira queda de 0,25% antes da abertura oficial do mercado nos Estados Unidos, para 111,26 dólares por barril.