Bruxelas prepara reforma energética com cortes seletivos e reduções obrigatórias de consumo

A proposta visa unificar as regras de segurança energética dos 27 Estados-membros. O plano pretende blindar a União Europeia contra falhas de abastecimento, ciberataques ou atos de sabotagem.
Bruxelas prepara reforma energética com cortes seletivos e reduções obrigatórias de consumo
EPA/OLIVIER MATTHYS
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A Comissão Europeia está a preparar uma reforma significativa no sistema de segurança energética, permitindo ajustes obrigatórios no consumo de eletricidade e gás durante crises. Em situações específicas, podem ocorrer cortes seletivos de eletricidade em algumas regiões.

Esta informação, divulgada pelo El Economista, destaca a intenção de fortalecer a resposta conjunta dos 27 Estados-membros a problemas como crises de abastecimento, sabotagens e ciberataques.

O regulamento proposto unificará normas anteriores sobre segurança de abastecimento de gás e preparação para riscos elétricos, abordando a falta de coordenação entre sistemas interligados. O gás é crucial para a flexibilidade na produção de eletricidade, enquanto esta é vital para infraestruturas de gás.

Uma ferramenta essencial será o "EU Alert", um alerta regional ou europeu que Bruxelas poderá ativar diante de riscos substanciais no setor elétrico, mesmo sem necessidade imediata de medidas extraordinárias.

Após consulta ao Grupo de Coordenação da Eletricidade, a Comissão poderá implementar reduções obrigatórias de consumo, definindo a proporção, as áreas afetadas e a duração.

As reduções não serão uniformes para todos os países.

A proposta de Bruxelas usa períodos equivalentes dos cinco anos anteriores como base, ajustando-se a aumentos significativos na eletrificação ou a padrões de consumo atípicos.

Os Estados-membros deverão reportar dados mensais ao Eurostat e justificar as suas medidas.

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