

O Bundesbank, o banco central alemão, prevê que a guerra no Irão faça a inflação da Alemanha subir para 3% nos próximos meses e que a evolução posterior dependa da duração do conflito.
No boletim económico de março, publicado esta quinta-feira, 26, o Bundesbank assegura que "a taxa de inflação subirá significativamente nos próximos meses".
Os economistas do Bundesbank consideram que as perspetivas de inflação são, neste momento, especialmente inseguras.
A inflação, destacam, será influenciada nos próximos meses sobretudo pelo conflito no Médio Oriente e as oscilações que causa nos preços da energia, especialmente do petróleo e do gás.
O forte aumento dos preços do petróleo aumenta a curto prazo especialmente os do combustível, "consequentemente, é provável que a taxa de inflação suba significativamente até alcançar 3% num futuro próximo", calcula o Bundesbank.
Se o estreito de Ormuz permanecer fechado por muito tempo e a oferta de energia for reduzida, a taxa de inflação poderá subir muito durante mais tempo, alerta a entidade financeira.
A economia alemã estagnará no primeiro trimestre porque a indústria beneficiará de forma limitada do crescimento do comércio mundial devido à sua fraca posição competitiva, indica.
Além disto, o Bundesbank estima que o aumento orçamental da Alemanha para investimentos em infraestrutura e defesa dará impulsos ao longo do ano.
Dos elevados novos pedidos nacionais no quarto trimestre de 2025 de construção de veículos e de armas e munições, o Bundesbank assinala que passará tempo até que estes aumentem a produção significativamente.
Entretanto, a guerra no Médio Oriente vai pesar sobre as famílias e as empresas, principalmente devido aos preços mais elevados da energia e, se o conflito se prolongar no segundo trimestre, aumentará o vento contrário para a economia alemã devido ao aumento da incerteza e ao enfraquecimento da economia mundial, conclui.