

O cabaz alimentar de 63 produtos da Deco Proteste subiu para 254,99 euros esta semana, um acréscimo de 0,60 euros relativamente à semana anterior e o valor mais elevado registado desde o início da monitorização, em janeiro de 2022.
Apesar deste máximo semanal, a evolução acumulada mostra leituras distintas: desde janeiro deste ano o cabaz está 13,17 euros mais barato (-5,45%), face ao mesmo período de 2024 mantém‑se uma redução de 16,49 euros (-6,92%), enquanto que em comparação com o início de 2022 o custo atual é 67,29 euros superior (+35,85%).
Analisando a variação recente de 25 de março a 1 de abril, os maiores aumentos percentuais foram registados no carapau (+29%, para 5,81 euros), no tomate chucha (+24%, para 3,6024 euros) e na couve‑flor (+17%, para 3,12 euros).
Na comparação anual, sobressaem subidas em produtos como a couve‑coração (+57%, para 2,08 euros), a curgete (+54%, para 2,70 euros) e o robalo (+38%, para 10,24 euros/kg).
O balanço desde o início da série da Deco evidencia alterações estruturais nos preços. A carne de novilho para cozer, por exemplo, acumulou a maior subida percentual (+124%, para 13,04 euros/kg), seguida da couve‑coração (+109%, para 2,08 euros/kg) e dos ovos (+84%, para 2,10 euros).
O cabaz inclui categorias essenciais como carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe — com itens representativos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga — pelo que as variações pontuais em algumas referências impactam diretamente o custo percebido pelos consumidores.