

O Mercado Voluntário de Carbono (MVC) passa a contar com três metodologias, em Portugal. O objetivo passa por reduzir as emissões carbónicas para a atmosfera, por forma a gerar créditos de carbono.
Por decisão do Ministério do Ambiente e Energia, foram aprovadas duas novas metodologias de carbono dedicadas à Reflorestação e à Gestão Florestal Melhorada, que se juntam à já existente metodologia para Novas Florestações. A medida foi transmitida num comunicado enviado às redações.
Na mira está o aumento das oportunidades para desenvolvimento de projetos de sequestro de carbono em território nacional e para a captação de investimento privado. Em causa está a geração de um crédito por cada tonelada de CO2 poupada em emissões. Posteriormente, os créditos podem ser vendidos a empresas que queiram libertar carbono para a atmosfera.
“Estamos a criar condições para que mais proprietários, entidades e empresas possam investir na floresta e na ação climática", salienta a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho.
O alargamento das metodologias disponíveis permite reforçar "a credibilidade e a capacidade de crescimento do MVC", assim como incentivar ao "financiamento privado para projetos que contribuem simultaneamente para a neutralidade carbónica, valorização do território e resiliência das nossas florestas”, aponta.
O MVC conta, à data, com dois projetos registados na metodologia Novas Florestações e um terceiro que aguarda validação inicial. Estão disponíveis para venda 977 créditos de carbono. Para tal, o Portal do Mercado Voluntário de Carbono conta com 29 utilizadores registados, ao mesmo tempo que existem 10 verificadores qualificados para assegurar a validação inicial e a verificação periódica dos projetos, informa o Ministério.