Portugal não vai apresentar candidato à sucessão de Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu (BCE), na sequência da intenção da presidente de deixar o cargo em fevereiro, disseram hoje à Lusa fontes diplomáticas portuguesas.
Mário Centeno, antigo ministro das Finanças e Governador do Banco de Portugal, era apontado como potencial candidato.
A informação foi transmitida à Lusa por fontes diplomáticas portuguesas no dia em que se soube que os países do euro têm de apresentar, até sexta-feira, candidaturas à sucessão de Christine Lagarde no BCE, iniciando-se agora o processo formal de nomeação.
“Na sequência da carta enviada pela presidente Christine Lagarde, em 29 de outubro, ao presidente do Conselho Europeu, na qual comunicou a sua intenção de renunciar ao cargo até 07 de fevereiro de 2027, o Conselho da União Europeia [UE] deu início ao procedimento para a nomeação de um sucessor para a presidência do BCE”, indicou o porta-voz do Eurogrupo à imprensa em Bruxelas.
Assim, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, “solicitou aos Estados-membros que apresentem as suas propostas de candidatos até sexta-feira, 06 de novembro de 2026”, acrescentou o porta-voz.
Caberá ao fórum informal dos países da moeda única, o Eurogrupo, fazer “um balanço das candidaturas apresentadas” na reunião da próxima segunda-feira, em Bruxelas.
Os membros da comissão executiva do BCE são nomeados pelo Conselho Europeu, que toma a sua decisão com base numa recomendação do Conselho da União Europeia relativa a um candidato.
Essa recomendação é aprovada pelos Estados-membros do euro, através de votação no Conselho, sendo por esta razão que tais nomeações são previamente discutidas no âmbito do Eurogrupo.