

Christine Lagarde anuncuou esta quinta-feira, 29 de outubro, que deixará a presidência do Banco Central Europeu em fevereiro de 2027.
"Foi um grande orgulho servir esta instituição. Agradeço a todos os que me apoiaram nesta caminhada ao longo dos últimos sete anos", disse.
António Costa, presidente do Conselho Europeu, reagiu dizendo que respeita a decisão e agradecendo a sua dedicação.
"Ao longo do seu mandato, liderou o Banco Central Europeu com um forte sentido de dever e responsabilidade. A Europa foi bem servida pela sua liderança em tempos de incerteza e pelo seu compromisso inabalável com o projecto europeu", considerou Antínio Costa, numa mensagem nas redes sociais, lembrando que durante a pandemia de covid-19, guerra na Ucrânia, crises energéticas e choques inflacionistas "proporcionou uma gestão firme e determinada, ajudando a salvaguardar a estabilidade e a resiliência da zona euro".
António Costa revelou que o processo de nomeação do sucessor terá inicio esta quinta-feira "e prosseguirá sem demora, com vista a uma decisão atempada do Conselho Europeu, reunido na sua composição da zona euro, em conformidade com o procedimento estabelecido no artigo 283.º, n.º 2, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia".
O mandato de Lagarde deveria terminar no final de outubro de 2027, mas havia há algum tempo rumores acerca de uma saída antecipada, que agora se confirmam. O destino provável apontado é o Fórum Económico Mundial.
Em meados de setembro, os representantes dos trabalhadores do Banco Central Europeu (BCE) pediram esclarecimentos sobre o futuro da presidente da instituição uma carta enviada a Lagarde e aos restantes membros da Comissão Executiva.
Questionada sobre o assunto, Lagarde afirmou então não haver “nada a anunciar” relativamente ao seu futuro.
O BCE deverá anunciar esta quinta-feira a sua decisão sobre as taxas de juro às 13h15. Meia hora depois Christine Lagarde dará a conferência de imprensa habitual.
A expetativa é que as taxas de juro diretoras permaneçam inalteradas, com a taxa de depósito a permanecer em 2,5%, depois de dois aumentos efetuados neste ano.