

A Century 21 acompanhou cerca de 12 mil famílias na compra, venda e arrendamento de habitação no primeiro semestre deste ano, menos 5% do que o registado no mesmo período de 2025. Segundo avança em comunicado, esta quebra reflete a desaceleração da atividade.
A rede registou um crescimento de 3% no volume de negócio mediado, mas não divulgou dados concretos.
Para a marca imobiliária, "o mercado residencial português entrou em 2026 numa fase de maior seletividade, marcada por um abrandamento da atividade, mas não por uma diminuição do interesse em comprar casa".
Segundo diz em comunicado, "a procura continua presente, embora cada vez mais condicionada pela dificuldade de acesso à habitação, pela escassez de oferta adequada e pelo elevado esforço financeiro exigido às famílias".
Na opinião de Ricardo Sousa, CEO da Century 21, "muitas famílias conseguem comprar uma nova casa porque beneficiam da valorização da habitação que já possuem". Já "quem pretende comprar pela primeira vez não dispõe desse património acumulado e enfrenta um esforço financeiro muito superior para entrar no mercado."
O acesso à habitação continua assim difícil para os jovens, famílias de classe média e trabalhadores essenciais, lê-se no comunicado.
A Century 21 antecipa um segundo semestre resiliente, suportado pelos níveis de emprego, pela procura e pelas atuais condições de financiamento.
"Poderá assistir-se a uma moderação da atividade, mas dificilmente haverá um alívio estrutural dos preços", antevê Ricardo Sousa.
Para aumentar a oferta de casas no mercado, a Century 21 defende mais habitação pública e acessível nas zonas de maior pressão habitacional, planeamento urbano à escala metropolitana, reforço e modernização das soluções de mobilidade urbana, revisão dos códigos e normas de construção, incentivo à industrialização e inovação no setor da construção e criação de mecanismos de apoio ajustados aos rendimentos das famílias e às especificidades de cada região.