CIP avisa que só 11% das recomendações de Draghi foram até agora implementadas

Conferência, que terá lugar esta terça-feira, em Lisboa, vai debater medidas para melhorar a competitividade europeia.
Mario Draghi, antigo primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu, apresentou um conjunto de recomendações para o crescimento da União Europeia em setembro de 2024.
Mario Draghi, antigo primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu, apresentou um conjunto de recomendações para o crescimento da União Europeia em setembro de 2024. EPA/OLIVIER MATTHYS
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A implementação das recomendações de Mário Draghi mantém-se lenta, o que limita o investimento, a produtividade, o crescimento e o emprego na Europa, conclui o Reform Barometer, da BusinessEurope, a maior confederação empresarial europeia, na qual a CIP– Confederação Empresarial de Portugal tem assento.

“Apenas cerca de 11% das recomendações apresentadas por Draghi em setembro de 2024 foram implementadas até agora”, diz Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, em comunicado. Um quadro que leva esta responsável a afirmar que “não bastam mensagens políticas em defesa da competitividade, são necessárias medidas urgentes que aliviem a carga das empresas de forma evidente e imediata”.

O tema será debatido na conferência “Competitividade europeia 18 meses após o Relatório Draghi”, que decorre amanhã (17 de março), no Museu do Dinheiro do Banco de Portugal, em Lisboa. O evento, organizado com o apoio da CIP, irá contar com a participação do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, João Maria Brandão de Brito.

O debate irá centrar-se nos desafios mais urgentes para o crescimento europeu, contando também com a participação de responsáveis do Banco de Portugal, da BusinessEurope, da Academia, de instituições financeiras e da CIP. É ainda esperada a participação de economistas e representantes do setor empresarial.

Em cima da mesa estará a edição de 2026 do Reform Barometer, uma das principais publicações europeias dedicadas à análise das reformas económicas e da competitividade da União Europeia, diz o comunicado. Todos os anos é publicado este estudo, que analisa o desempenho das economias europeias em áreas como finanças públicas, ambiente empresarial, inovação e competências, acesso ao financiamento, fiscalidade, estabilidade financeira e mercado de trabalho.

Nesta edição, o barómetro revela que quase 60% das confederações nacionais, membros da BusinessEurope, têm uma opinião mais favorável da agenda de competitividade e crescimento da Comissão Europeia do que há um ano. Mas só 19% dos inquiridos apontam uma melhoria no ambiente de investimento da União Europeia, enquanto mais de metade não vê qualquer alteração. Cerca de um terço afirma que as condições pioraram.

O programa da conferência integra debates sobre o estado da competitividade da União Europeia num contexto de crescente competição global, o próximo Quadro Financeiro Plurianual e o papel da política de coesão no apoio ao investimento, e o desenvolvimento da União das Poupanças e Investimentos.

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