O Barómetro de Conjuntura CIP/ISEG antevê que, em 2026, a economia portuguesa manterá a trajetória das principais componentes da procura interna, com "uma recuperação da procura externa líquida suportada na recuperação das exportações e na moderação do crescimento das importações", apesar da elevada incerteza internacional.Relativamente ao último trimestre de 2025, com dados até dezembro, o Barómetro conclui que a economia nacional prolongou "os sinais de dinamismo que caracterizaram o terceiro trimestre, com destaque para o registo positivo da atividade nos setores da construção e obras públicas e nos setores dos serviços e do comércio a retalho". Ainda que a informação para o quarto trimestre esteja incompleta, os autores do relatório consideram provável uma moderação do crescimento do PIB em cadeia face aos 0,8% do terceiro trimestre.A combinação desse abrandamento em cadeia com o efeito de base do forte crescimento observado no quarto trimestre de 2024 deverá traduzir‑se "num abrandamento mais significativo no ritmo de crescimento homólogo". Essa evolução, se confirmada, alinhar‑se‑ia com a previsão divulgada em dezembro pela CIP e pelo ISEG, que apontava para um crescimento do PIB entre 1,8% e 1,9% em 2025.Rafael Alves Rocha, diretor‑geral da CIP, perspetiva "uma trajetória de normalização da procura interna assente no reforço do investimento e no retorno do consumo privado a níveis mais moderados". Acrescenta que há "boas perspetivas de um desempenho positivo da economia portuguesa", apoiado por indicadores de atividade e clima económico favoráveis.Por setores, os indicadores de confiança melhoraram na maioria das atividades, com destaque para a indústria transformadora. O setor dos serviços mantém, porém, um perfil volátil e uma moderação persistente desde agosto. O Indicador de Tendência de Atividade Global CIP/ISEG registou uma aceleração desde agosto, atingindo em outubro o seu valor mais alto dos últimos 26 meses, impulsionado pelo aumento do volume de negócios nos serviços e pelas vendas de cimento.De salientar que a próxima edição do barómetro atualizará as previsões para o quarto trimestre e para 2025 antes da estimativa preliminar do INE, prevista para final de janeiro..CIP prevê crescimento económico de 2,2% no 3.º trimestre