

Os preços dos combustíveis aumentaram de forma agressiva no mês de setembro, em Portugal e em toda a UE. Ainda assim, a escalada foi inferior àquela que se registou, em média, na zona euro e na Europa.
De acordo com os dados do Eurostat, divulgados esta quarta-feira, 21 de outubro, os preços dos combustíveis e lubrificantes subiram 30,3% na economia portuguesa em setembro, face ao mesmo mês de 2025 (24,0% em agosto). É o maior aumento em 2026 e, de forma particular, desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irão. Ainda assim, à escala europeia, o aumento homólogo foi mais vincado.
Entre os 21 países da zona euro (com a entrada da Bulgária, no dia 1 de janeiro), registou-se um aumento médio de 31,9%, no mês em análise (24,5% em agosto). Entre os 27 Estados-membros da UE, a subida foi de 31,4% em setembro (23,8% no mês anterior), o que significa que ambas foram mais expressivas do que aquela que se registou em Portugal.
O Eurostat faz saber que as subidas mais agressivas tiveram lugar em países de fora da UE, mas localizados na Europa. É o caso da Turquia (mais 53,5%) e do Kosovo (50,8%). Entre os Estados-membros, a Bulgária regista a maior subida (42,2%). A subida mais ligeira teve lugar na Hungria (6,9%), ao passo que Malta registou variação nula em setembro, face ao mês homólogo. Destaque ainda para a Islândia (extra-UE), com um decréscimo (12,6%).
Em termos mensais, o gasóleo ficou 5,6% mais caro na zona euro e 5,9% na UE, ao passo que Portugal registou um acréscimo de 5,1%. No preço da gasolina, há a registar um incremento de 6,4% na zona euro e 6,7% na UE. Também aqui, Portugal fica abaixo da média, fruto de um incremento de 5,9%.