Comprar casa fica mais difícil. Juros no crédito à habitação sobem para 3,135% em julho

O capital médio em dívida nos contratos celebrados desde maio aumentou quase três mil euros, ao passo que a taxa de juro superou 2,90%, ainda assim abaixo da taxa média para o total de contratos.
O crédito à habitação continua a ficar mais caro.
O crédito à habitação continua a ficar mais caro.Foto: D.R.
Publicado a

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu 3,4 pontos base (p.b.) em julho, para 3,135%. O valor médio da prestação e capital médio em dívida também aumentam.

De acordo com os dados do INE, divulgados esta quinta-feira, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,853% em junho para 2,910% em julho.

Olhando à totalidade dos créditos à habitação, a taxa alcançou 3,135% e o valor médio da prestação mensal subiu três euros face ao mês anterior e 20 euros face ao mês homólogo, para um total de 414 euros. Ao mesmo tempo, o capital amortizado representa 209 euros deste valor (50,5%), o que significa que os juros totais têm um peso de 205 euros (49,5%).

Dito isto, o capital médio em dívida subiu 598 euros, para um total de 79.463 euros. Para contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio foi registado em 182.446 euros, o que significa um disparo de 2.894 euros face a junho.

O crédito à habitação continua a ficar mais caro.
Taxa de juro no crédito à habitação sobe em junho para 3,101% após dois meses de queda
Diário de Notícias
www.dn.pt