Crescimento da atividade da zona euro sobe em fevereiro para máximo de três meses

O índice PMI subiu para 51,9 pontos em fevereiro, mais três décimas que em janeiro (51,3 pontos).
Crescimento da atividade da zona euro sobe em fevereiro para máximo de três meses
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O crescimento da atividade do setor privado da zona euro subiu em fevereiro para máximos de três meses, em grande parte graças ao maior impulso da Alemanha, segundo o índice PMI publicado pela S&P Global.

O índice HCOB (Hamburg Commercial Bank) PMI (Purchasing Managers' Index) composto subiu para 51,9 pontos em fevereiro, mais três décimas que em janeiro (51,3 pontos).

O PMI do setor dos serviços também se situou em fevereiro em 51,9 pontos, mais três décimas que em janeiro, enquanto o PMI da indústria transformadora avançou para máximos desde junho de 2022, designadamente para 50,8 pontos, contra 49,5 pontos em janeiro.

Em fevereiro, dos cinco países da zona euro dos quais há dados, todos registaram um crescimento da atividade empresarial, exceto a França, cuja economia praticamente estagnou, sendo a Alemanha "o motor" desta expansão, enquanto a Espanha, o país da região com maior crescimento nos últimos anos, registou o aumento mais lento da atividade empresarial desde maio de 2025.

Este maior crescimento em fevereiro deveu-se à aceleração do aumento dos novos pedidos, que estende o período atual de melhoria das vendas para sete meses.

No entanto, este aumento foi devido ao crescimento da carteira de pedidos nacionais, já que os novos pedidos de exportação diminuíram marginalmente.

Assim como em janeiro, o emprego no setor privado da zona euro manteve-se praticamente inalterado.

No que diz respeito à inflação, os dados da pesquisa de fevereiro indicaram um notável aumento das pressões de custos, uma vez que o ritmo de incremento das despesas operacionais foi o mais acentuado em quase três anos, enquanto a subida dos preços cobrados moderou-se ligeiramente, mas mesmo assim foi a segunda mais pronunciada em doze meses.

"Para o Banco Central Europeu (BCE), estes dados são sem dúvida mais um motivo para que seja improvável que planeie novos cortes das taxas de juro por enquanto", comentou Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank (HCOB).

Entre os países pesquisados, o especialista destacou o impulso da Alemanha, que poderia tornar-se "o motor da zona euro nos próximos meses", já que há cada vez mais indícios de que os gastos adicionais em infraestrutura e defesa estão a ter um impacto económico positivo, que também deveria estender-se a outros países da zona euro.

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Indústria faz subir PMI da zona euro para 51,9, mas emprego não acompanha

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