

As medidas tomadas pelo Governo para mitigar o choque energético seguem a linha dos pares europeus e Portugal está "menos exposto do que outras economias europeias", de acordo com as conclusões de um estudo da Allianz Research.
Medidas como o desconto no imposto sobre os combustíveis permitem reduzir o impacto da subida dos preços do petróleo bruto. Tudo somado, o impacto da ação do Governo deverá rondar 0,15% do PIB nacional (à semelhança da média que se regista nos países desenvolvidos). Significa isto que Portugal não repete o esforço orçamental observado na anterior crise energética, que remonta a 2022.
Ora, em causa não está apenas uma subida dos preços praticados. O ponto de partida é uma redução da oferta disponível no mercado, na medida em que "o combustível de aviação está a ficar mais restrito, o gasóleo está a ser racionado e os utilizadores industriais em mercados com controlo de preços enfrentam escassez plena", assinala-se. Em todo o caso, Portugal beneficia de alguma resiliência energética, fruto da energia renovável.
Em causa está o volume de importações de petróleo do Médio Oriente muito abaixo de outras economias, assim como o "maior peso relativo das energias renováveis na produção elétrica" e ainda a "experiência acumulada na gestão de choque energéticos recentes", pode ler-se.