O Índice do Custo de Trabalho, que mede os custos por hora efetivamente trabalhada, aumentou 4,9% em termos homólogos no primeiro trimestre, em comparação com os 7,6% do trimestre anterior, informou esta quarta-feira, 13, o INE.
No primeiro trimestre, a evolução do Índice do Custo de Trabalho (ICT) resultou do aumento de 5,0% (7,5% no trimestre anterior) dos custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) e dos outros custos do trabalho (também por hora efetivamente trabalhada) que aumentaram 4,6% (7,6% no trimestre anterior).
A evolução homóloga do ICT resultou também da conjugação do acréscimo de 4,9% no custo médio por trabalhador e do decréscimo de 0,1% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador.
Refere o INE que o aumento do custo médio por trabalhador foi transversal a todas as atividades económicas, tendo os aumentos sido maiores na construção (6,7%) e menores na Administração Pública (4,5%).
No primeiro trimestre de 2026, os custos salariais aumentaram 7,1% na construção, 6,0% na indústria, 4,9% na administração pública e 4,2% nos serviços.
Comparativamente ao trimestre anterior, o acréscimo homólogo observado foi maior na administração pública (4,5% no trimestre anterior) e menor nos serviços (10,4%), na construção (7,9%) e na indústria (6,1%).
Os custos não salariais registaram aumentos de 6,7% na construção, de 5,5% na indústria, 4,7% na administração pública e 3,8% nos serviços.
Em relação ao trimestre anterior, observou-se um acréscimo homólogo maior na administração pública (4,5% no trimestre anterior) e menor nos serviços (10,5%), na construção (7,7%) e na indústria (6,1%).
As horas efetivamente trabalhadas por trabalhador diminuíram 1,1% na indústria e 0,3% na construção e na administração pública e aumentaram 0,6% nos serviços
Em resultado destas variações, o ICT aumentou em todas as atividades económicas, tendo o maior acréscimo sido observado na construção (7,0%).