

A DBRS decidiu esta sexta-feira, 15 de maio, manter o rating de Portugal em 'A' (elevado), enquanto a perspetiva melhorou de estável para positiva.
"A mudança de tendência de Estável para Positiva reflete a expectativa da Morningstar DBRS de que o rácio dívida/PIB de Portugal está bem posicionada para continuar a diminuir para níveis significativamente mais baixos no médio prazo, sustentada por uma gestão orçamental prudente e uma dinâmica de crescimento favorável", lê-se na decisão publicada esta sexta-feira na página da agência.
Para a DBRS, as perspetivas de crescimento económico no médio prazo "permanecem favoráveis, sustentadas por um mercado de trabalho forte, pelo impulso dos fundos da União Europeia e por uma política orçamental amplamente favorável", ainda que exista o risco de um conflito no Médio Oriente mais prolongado, que poderá ter impacto na economia.
A agência de notação financeira considera "relativamente baixo" o risco de um desvio significativo da postura orçamental prudente de Portugal, mas alerta que a manutenção de excedentes "deverá tornar-se mais difícil ao longo do tempo, na ausência de novas medidas, à medida que se intensificam as pressões estruturais sobre as despesas relacionadas com o envelhecimento da população e com o aumento dos compromissos com a defesa".
O Governo já alterou a previsão para este ano para um saldo orçamental nulo, devido ao impacto das tempestades e do conflito no Irão nas contas públicas, segundo o relatório de progresso entregue a Bruxelas, em abril.
Esta é a segunda avaliação da DBRS este ano, depois de em janeiro ter sido a primeira agência de notação financeira a pronunciar-se sobre a dívida soberana de Portugal em 2026.
Já a S&P, em fevereiro, e a Fitch, em março, mantiveram a classificação mas melhoraram a perspetiva para positiva.
O 'rating' é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.