

O Deutsche Bank estima que o Banco Central Europeu (BCE) possa aumentar as taxas de juro em 0,25 pontos, para 2,50%, enquanto considera que a Reserva Federal dos EUA (Fed) manterá uma postura prudente, com uma possível descida em 2027.
Na apresentação das perspetivas macroeconómicas e da estratégia de investimento para o segundo semestre de 2026, a diretora de investimento da instituição alemã, Rosa Duce, salientou que, apesar do memorando entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão para o fim da guerra, o prazo de 60 dias concedido para a assinatura definitiva provocará volatilidade nos mercados.
Referindo-se à política monetária dos bancos centrais após a decisão da Reserva Federal de manter as taxas de juro entre 3,50% e 3,75%, a responsável considerou que a Reserva Federal optou por uma postura prudente e não irá baixar as taxas para 3% - 3,25% até 2027, uma vez que os custos energéticos mais elevados e o consumo mais fraco nos EUA são compensados pela continuidade do apoio fiscal e pelo investimento em Inteligência Artificial (IA).
Na quarta-feira, a Fed decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
No caso dos EUA, prevê-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantenha nos 2% em 2026 e 2027, enquanto a inflação permanecerá acima da meta.
A Fed elevou a estimativa de inflação para o final do ano para 3,6%, acima dos 2,7% projetados em março.
No caso da Europa, Duce referiu que a inflação irá manter-se elevada na segunda metade do ano, à medida que os custos mais elevados da energia, provocados pela guerra no Irão, impactam os preços, e previu que a inflação europeia poderá ultrapassar os 4% no verão, embora considere que poderá diminuir para 2,5% no próximo ano.
Neste contexto, a instituição bancária acredita que o BCE aumentará novamente as taxas de juro em 0,25%, para 2,50%.
No dia 11 de junho, o BCE decidiu subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.