Cinco por cento dos portugueses que vivem no Luxemburgo e na Suíça, com pensões da Segurança Social portuguesa, ainda não fizeram a prova de vida e têm as pensões suspensas, uma percentagem que está a diminuir, segundo dados oficiais.
A prova de vida é fundamental para estes pensionistas continuarem a receber as suas pensões, em virtude de uma legislação que entrou em vigor a 31 de julho do ano passado.
Apesar de ter de ser feita até 30 de novembro, o Centro Nacional de Pensões de Portugal aceitou as provas de vida feitas após essa data, mas tinham de estar realizadas antes do processamento das pensões de janeiro (até 15 de dezembro de 2025) para evitar qualquer interrupção do pagamento.
Em janeiro, 294 pensões de portugueses no Luxemburgo e 384 portugueses na Suíça foram suspensas, devido à falta desta prova, segundo fonte do gabinete da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social portuguesa.
A mesma fonte indicou agora que, até 02 de fevereiro, foram efetuadas mais 366 provas de vida: 170 de pensionistas residentes na Suíça e 143 de pensionistas residentes no Luxemburgo.
Isto significa que, do número total de pensionistas elegíveis, 95% fizeram a prova de vida, um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Logo que os pensionistas fazem a prova de vida, o pagamento das suas pensões é retomado e são pagas retroativamente as prestações relativas aos meses da suspensão, garantiu a mesma fonte oficial.