Dívida externa líquida cai para 36,2% do PIB em 2025 e toca mínimo de 2001

Valor de 110.900 milhões, correspondente aos passivos líquidos perante o exterior, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, compara com os 125.500 milhões de 2024.
A atual sede do Banco de Portugal.
A atual sede do Banco de Portugal.
Publicado a

A dívida externa líquida portuguesa recuou para 36,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de 2025, o rácio mais baixo desde junho de 2001, somando 110.900 milhões de euros, divulgou esta quinta-feira, 19, o Banco de Portugal (BdP).

Este valor – correspondente aos passivos líquidos perante o exterior, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros - compara com a dívida de 125.500 milhões de euros registada no final de 2024, equivalente a 43,4% do PIB.

Numa nota hoje divulgada, o BdP regista ainda que a Posição de Investimento Internacional (PII) de Portugal - que corresponde à diferença entre os ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes e os passivos emitidos por residentes e detidos pelo resto do mundo - passou de -59,0% do PIB (-170.700 milhões de euros) no final de 2024 para -50,3% do PIB (-154.100 milhões de euros) no final de 2025.

“Trata-se do rácio menos negativo desde setembro de 2001”, salienta o banco central.

De acordo com o BdP, para esta evolução positiva contribuíram o saldo positivo da balança financeira, de 9.000 milhões de euros, e as variações de preços positivas de 11.900 milhões de euros, que refletiram a valorização dos ativos financeiros (de 24.600 milhões de euros, com destaque para o ouro detido pelo banco central e para as unidades de participação em fundos estrangeiros detidas por investidores residentes) e a valorização dos passivos (de 12.700 milhões de euros, principalmente pelo aumento das cotações das ações detidas pelo resto do mundo).

De registar ainda o contributo positivo de outros ajustamentos, no valor de 1.600 milhões de euros.

Em sentido contrário, o banco central aponta as variações cambiais negativas de 5.900 milhões de euros, sobretudo devido à depreciação do dólar dos EUA.

Segundo o BdP, a melhoria de 8,7 pontos percentuais do rácio da PII em percentagem do PIB resultou, em 3,3 pontos percentuais, do crescimento do PIB e, em 5,4 pontos percentuais, da variação nominal positiva da PII.

A atual sede do Banco de Portugal.
Banco de Portugal instaura 76 processos e aplica coimas de 1,46 milhões de euros no 4.º trimestre de 2025

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt