

A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 91,0% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mais 1,3 pontos percentuais face ao final de 2025, divulgou esta segunda-feira, 4 de maio, o Banco de Portugal (BdP).
Segundo o BdP, em março de 2026 a dívida pública totalizava perto de 283.183 milhões de euros, mais 471 milhões de euros do que em fevereiro.
De acordo com o banco central, esta evolução refletiu, sobretudo, o incremento das responsabilidades em depósitos (+400 milhões de euros), em particular, o acréscimo dos certificados de aforro (+300 milhões de euros) e dos depósitos de entidades públicas no Tesouro (+300 milhões de euros).
Já os certificados do Tesouro, pelo contrário, reduziram-se em 200 milhões de euros.
Em março, os títulos de dívida aumentaram 100 milhões de euros, com evoluções distintas por maturidade: os títulos de longo prazo cresceram 1.000 milhões de euros, enquanto os de curto prazo diminuíram 900 milhões de euros.
No mês em análise, os depósitos das administrações públicas totalizaram 20.000 milhões de euros, menos 1.700 milhões de euros do que em fevereiro. Deduzida desses depósitos, a dívida pública aumentou 2.200 milhões de euros, para 263.200 milhões de euros.
O rácio da dívida pública portuguesa situou-se em 89,7% do PIB no final de 2025, recuando face aos 93,6% registados em 2024 e superando a meta de 90,2% estabelecida no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).