

A economia portuguesa cresceu 1,9% no quarto trimestre de 2025 e no total daquele ano. Em causa estão desacelerações de 0,3 pontos percentuais (p.p.) em ambos os casos.
De acordo com as estimativas do INE, o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB voltou a ser negativo no quarto trimestre, ainda que de forma mais ligeira. É que, no terceiro trimestre, foi de -1,5 p.p., passando para 1,0 p.p. no quarto.
Ao mesmo tempo, registaram-se desacelerações nas exportações e importações. As primeiras caíram 0,7% no quarto trimestre (crescimento de 0,6% no anterior), ao passo que nas importações houve um aumento de 1,4% (ainda assim abaixo do crescimento de 3,6% no terceiro trimestre). A tendência de desaceleração foi transversal a bens e serviços.
O contributo da procura interna foi menos expressivo, já que passou de 3,7 p.p. no terceiro trimestre para 2,9 p.p. no último. Na origem esteve a redução ao nível das despesas de consumo final.
Também no total anual, a economia nacional avançou 1,9%, a acelerar 0,3 p.p. face a 2024.
A procura interna contribuiu com 3,7 p.p. para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ao passo que a procura externa líquida deu um contributo de -1,8 p.p., em 2025.