

A inflação homóloga acelerou em setembro, atingindo os 3,8% na zona euro e no conjunto da União Europeia (UE), sob o efeito persistente do encarecimento dos produtos energéticos (+18,9% e subida de 4,6% face a agosto), segundo os dados hoje publicados pelo Eurostat.
De acordo com o gabinete oficial de estatísticas, a fasquia dos 3,8% na região da moeda única representa um agravamento face aos 2,2% registados no mesmo período de 2025 e aos 3,2% contabilizados no mês anterior (agosto).
O cenário repetiu-se no plano comunitário, com o índice de preços na UE a subir igualmente para os 3,8%. Este valor traduz uma subida em termos homólogos (estava nos 2,6% em setembro de 2025) e também em cadeia (face aos 3,2% apurados em agosto).
A Suécia destacou-se com a inflação mais contida (1%), seguida de perto pela Hungria e pela Dinamarca (ambas nos 2,1%) e pela Chéquia (2,4%).
Já as subidas mais expressivas do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) ocorreram na Roménia, que liderou com 6,5%, surgindo depois a Lituânia (6,1%) e a Bulgária (5,6%).
Face ao comportamento de agosto deste ano, o indicador desacelerou em apenas um país, permaneceu inalterado em três e ganhou força em 23 Estados-membros.
No caso português, a taxa de inflação fixou-se nos 3,6% em setembro, igualando o registo do mês anterior, mas posicionando-se substancialmente acima dos 1,9% verificados no período homólogo.