Energia faz disparar inflação na zona euro para 4% em outubro
A taxa de inflação homóloga na zona euro subiu para os 4,0% em outubro, acelerando face aos 3,8% registados no mês anterior e fixando-se num valor substancialmente superior aos 2,1% verificados em igual período do ano passado, revelam as estimativas rápidas divulgadas pelo Eurostat esta quarta-feira (4 de novembro).
O agravamento do custo de vida nos países da moeda única foi impulsionado pelo comportamento do setor energético, isto porque os preços da energia registaram uma subida anual de 20,8%, intensificando o ritmo de crescimento após o avanço de 18,9% observado no mês de setembro.
As restantes componentes do indicador também apresentaram uma trajetória ascendente, embora de forma mais moderada. A prestação de serviços, por exemplo, encareceu 3,3%, enquanto a categoria da alimentação, bebidas alcoólicas e tabaco atingiu os 1,6%. Por sua vez, os bens industriais não energéticos registaram uma variação positiva de 1,2%.
A análise por Estado-membro revela disparidades acentuadas no bloco europeu. Prova disso é que as pressões inflacionistas mais severas foram assinaladas na Lituânia (6,1%), na Bulgária (6%), na Grécia (5,6%) e em Itália (5,6%). No extremo oposto, as variações de preços mais contidas observaram-se em Malta (2,3%), na Alemanha (2,8%) e na Eslováquia (2,9%).
Em Portugal, a taxa de variação homóloga do Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC) situou-se nos 3,9%, alinhando-se com o valor médio estimado para o conjunto da zona euro.

