

No quarto trimestre de 2025, arrendar e comprar casa em Portugal continua a ser um desafio financeiro significativo para as famílias.
De acordo com uma análise do portal imobiliário idealista, divulgada esta quarta-feira, 18, a taxa de esforço para arrendamento fixou-se em 80%, enquanto a compra de habitação atingiu os 70%.
Entre as 20 cidades analisadas, o Funchal destaca-se com a maior taxa de esforço, 93% do rendimento familiar, seguido por Faro com 90% e Lisboa com 84%. Estas cidades refletem as dificuldades que muitos enfrentam para garantir uma habitação adequada.
No entanto, em cidades como Bragança (39%), Beja (37%) e Castelo Branco (36%), a pressão é menor, com Portalegre e Guarda a aproximarem-se do limite recomendado de 33%.
O cenário para a compra de habitação é ainda mais exigente. Lisboa lidera com uma taxa de esforço de 113%, seguida do Funchal com 102% e Faro com 97%. Outras cidades, como Aveiro (77%) e Porto (72%), também apresentam valores acima do sustentável.
Por outro lado, algumas regiões, incluindo Guarda (18%) e Portalegre (21%), oferecem condições mais acessíveis, com taxas dentro do limite recomendado.
De acordo com o idealista, este quadro revela um mercado imobiliário nacional desafiador, onde tanto arrendar como comprar casa consome uma parte significativa dos rendimentos familiares, destacando as dificuldades de acesso à habitação em Portugal.