A Crédito y Caución prevê uma recuperação moderada da zona euro, de 0,9% em 2026 e 1,6% em 2027, impulsionada Espanha, Portugal, Itália e Grécia, devido ao dinamismo do setor dos serviços.Segundo um relatório da seguradora de crédito sobre as perspetivas para a evolução da economia global nos próximos dois anos, a zona euro terá “o pior desempenho” entre as economias avançadas, registando um crescimento “a duas velocidades, impulsionado por Espanha, Portugal, Itália e Grécia”.“Entre eles, o mercado espanhol é o que tem melhor desempenho devido ao impulso do setor dos serviços, graças ao turismo e à forte procura interna”, destaca.À medida que os efeitos negativos das tarifas dos Estados Unidos se acentuam, a Crédito y Caución prevê que a zona euro registe uma “recuperação moderada de 0,9% em 2026 e 1,6% em 2027”.O relatório da seguradora inclui também uma projeção do panorama macroeconómico europeu, com uma inflação de 1,6% no final deste ano, um “aumento tímido” das exportações de 0,3% e uma estabilização da taxa de desemprego (6,3%).Os aumentos salariais ajustar-se-ão gradualmente à menor inflação, “o que tem impacto na capacidade de consumo dos consumidores”.Notando que o Produto Interno Bruto (PIB) global se manteve “melhor do que o esperado face aos efeitos da guerra comercial”, o relatório aponta para uma moderação do crescimento mundial para 2,6% este ano e uma recuperação ligeira até aos 2,8% em 2027.Os Estados Unidos deverão crescer “abaixo da média, cerca de 2,0%”, enquanto os países asiáticos emergentes “continuarão a liderar”, com um crescimento de 4,0%, ainda assim “a um ritmo um pouco mais lento do que o registado anteriormente”.Quanto aos restantes principais mercados mundiais, o PIB dos Estados Unidos “manterá um crescimento sustentado” de 2,0% em 2026 e 2027, "impulsionado pelo investimento em Inteligência Artificial (IA) e infraestruturas relacionadas, que compensam as fragilidades emergentes na economia real”.O relatório da Crédito y Caución prevê ainda que o PIB da China abrande e se situe nos 4,4% em 2026, em parte devido à queda nas exportações, que “começaram a perder força no ano passado devido à antecipação de compras que ocorreram antes da entrada em vigor das tarifas”.Entre os mercados emergentes, a Índia apresenta as melhores perspetivas, com 6,3%, “impulsionada por uma procura interna resistente e políticas macroeconómicas favoráveis”.A seguradora espera que este país “continue a aprofundar a sua cooperação com os Estados Unidos em certos setores estratégicos, como semicondutores, cibersegurança, minerais críticos e fabrico de equipamentos de defesa”.Globalmente, a expectativa é que a economia traduza este ano “os efeitos positivos do investimento em IA, especialmente nos Estados Unidos, que começou no ano passado, embora a um ritmo mais lento”.Apesar das “tensões comerciais contínuas e da incerteza política”, a Crédito y Caución destaca que os “enormes fluxos de capital para centros de dados, ‘chips’ e atualizações energéticas estão a proporcionar um impulso significativo à atividade económica”..Economia portuguesa financiou exterior em 2,5% do PIB no ano terminado em setembro .OCDE diz que economia portuguesa é resiliente, mas há desafios ao crescimento