

A economia espanhola cresceu 0,6%% no primeiro trimestre do ano, menos duas décimas do que no último trimestre de 2025, num contexto de conflito no Médio Oriente e de volatilidade dos preços da energia.
De acordo com os dados das contas nacionais publicados esta quinta-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Espanha, o crescimento foi sustentado pela procura interna, que contribuiu com 0,4 pontos, e, em menor medida, pela procura externa (exportações e importações), que contribuiu com 0,2 pontos.
A formação bruta de capital fixo (investimento) moderou-se 1,7 pontos no primeiro trimestre, para 0,4%, especialmente o investimento em habitação, edificação e construção, que aumentou 2,6% no quarto trimestre e, no primeiro, caiu para 0,1 %.
O consumo das famílias também abrandou, três décimas, situando-se o seu crescimento em 0,6 %, enquanto a despesa final das administrações públicas aumentou 0,2 %, uma taxa que se mantém em relação ao trimestre anterior, detalha o INE.
As exportações caíram 0,5% e abandonaram o terreno positivo do quarto trimestre de 2025, quando cresceram 0,7%.
As importações também diminuíram 1,2%, face ao crescimento de 1,2% do trimestre anterior.
Por causa da guerra no Médio Oriente, o Banco de Espanha tinha manifestado preocupação no final de março com uma "desaceleração significativa" da atividade económica no país, que, no entanto, é uma das economias mais dinâmicas da Europa.