Estados Unidos sancionam quatro empresas por transportarem petróleo da Venezuela

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro revelou na quarta-feira sanções contra a Aries Global Investment, a Corniola Limited, a Krape Myrtle e a Winky International.
Um petroleiro no Lago Maracaíbo, na Venezuela.
Um petroleiro no Lago Maracaíbo, na Venezuela.EPA/Henry Chirinos
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou quatro empresas por transportarem petróleo bruto da Venezuela, uma medida que faz parte da "campanha de pressão" contra o Governo venezuelano liderado por Nicolás Maduro.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro revelou na quarta-feira sanções contra a Aries Global Investment, a Corniola Limited, a Krape Myrtle e a Winky International.

Num comunicado, o OFAC disse que as empresas operam quatro petroleiros que "fazem parte da frota fantasma que opera na Venezuela" e são utilizados para financiar o "regime narcoterrorista ilegítimo de Maduro".

As medidas permitem às autoridades dos Estados Unidos bloquearam a circulação e até apreenderem os quatro petroleiros (Nord Star, Rosalind, Della e Valiant) ligados às empresas sancionadas.

Maduro "depende cada vez mais de uma frota fantasma de embarcações de todo o mundo para facilitar atividades passíveis de sanções, incluindo a evasão de sanções, e para gerar receitas para as operações desestabilizadoras", disse o OFAC.

"A ação de hoje [quarta-feira] indica ainda que os envolvidos no comércio de petróleo venezuelano continuam a enfrentar riscos significativos de sanções", acrescentou o gabinete.

Na terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) anunciou que está a vigiar duas das principais instalações petrolíferas do país, o Complexo Petroquímico Ana María Campos e o Centro de Refinação Paraguaná, num contexto de tensão com os Estados Unidos.

O Centro de Refinação Paraguaná, em Falcón (oeste), é "um dos maiores do mundo, responsável por transformar o crude em gasolina, gasóleo, betume e outros derivados" na Venezuela, segundo o Ministério dos Hidrocarbonetos, enquanto o Complexo Petroquímico Ana María Campos, no estado de Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia), abrange fábricas de fertilizantes, plásticos e outros derivados do petróleo.

Altos cargos venezuelanos, como a vice-presidente executiva e ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, fizeram vários apelos aos trabalhadores da indústria petrolífera para que estejam alerta num contexto em que a Venezuela "está assediada e ameaçada" pelos seus recursos energéticos e naturais.

Delcy Rodríguez também pediu recentemente aos trabalhadores do setor para que intensifiquem a vigilância nas instalações petrolíferas do país e mantenham-se atentos a qualquer tentativa de "sabotagem".

Em dezembro, os Estados Unidos apreenderam dois navios que transportavam petróleo venezuelano e o Presidente norte-americano Donald Trump anunciou o bloqueio total aos petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela, o que aumentou a pressão sobre o Governo de Nicolás Maduro.

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