

A inflação nos EUA acelerou mais do que o esperado em abril, em função do disparo nos preços da energia, ligado à escassez de petróleo que existe no mercado. A inflação subjacente seguiu pelo mesmo caminho, apesar de excluir a energia e os alimentos.
De acordo com os dados divulgados, esta terça-feira, pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, o Índice de Preços no Consumidor ajustado ao calendário subiu 3,8% em abril (vs. 3,7% estimado e 3,3% em março). A variação homóloga foi suportada sobretudo pelos preços da energia, que escalaram 17,9%. Os produtos alimentares foram protagonistas de uma subida de 3,2% nos preços.
No que diz respeito à inflação subjacente, que exclui produtos energéticos e alimentares, a subida também subiu mais do que estava perspetivado. Os números indicam um acréscimo de 2,8% em abril, face ao mesmo mês do ano passado (2,7% estimado e 2,6% em março).
Variação mensal menos agressiva do que no mês anterior
Face a março, os dados apontam para uma subida de 0,6% em abril, o que significa que correspondeu às expetativas que existiam entre analistas. Apesar do acréscimo acentuado, foi inferior aos registos de março (0,9%), mês que ficou marcado pelo início do bloqueio do Irão ao estreito de Ormuz, que se mantém até hoje.