EUA: Preços da energia disparam 17,9% e inflação acelera acima do esperado em abril

Era esperada uma subida na inflação, mas não tão agressiva quanto esta, nos 3,8%. Apesar de o maior aumento estar na energia, o indicador subjacente também acelerou para lá do esperado.
Donald Trump.
Donald Trump.EPA/VINCENT THIAN
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A inflação nos EUA acelerou mais do que o esperado em abril, em função do disparo nos preços da energia, ligado à escassez de petróleo que existe no mercado. A inflação subjacente seguiu pelo mesmo caminho, apesar de excluir a energia e os alimentos.

De acordo com os dados divulgados, esta terça-feira, pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, o Índice de Preços no Consumidor ajustado ao calendário subiu 3,8% em abril (vs. 3,7% estimado e 3,3% em março). A variação homóloga foi suportada sobretudo pelos preços da energia, que escalaram 17,9%. Os produtos alimentares foram protagonistas de uma subida de 3,2% nos preços.

No que diz respeito à inflação subjacente, que exclui produtos energéticos e alimentares, a subida também subiu mais do que estava perspetivado. Os números indicam um acréscimo de 2,8% em abril, face ao mesmo mês do ano passado (2,7% estimado e 2,6% em março).

Variação mensal menos agressiva do que no mês anterior

Face a março, os dados apontam para uma subida de 0,6% em abril, o que significa que correspondeu às expetativas que existiam entre analistas. Apesar do acréscimo acentuado, foi inferior aos registos de março (0,9%), mês que ficou marcado pelo início do bloqueio do Irão ao estreito de Ormuz, que se mantém até hoje.

Donald Trump.
INE confirma inflação a subir 2,7% em março
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