

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 8.000 milhões de euros até outubro, menos 1.200 milhões do que no mesmo período de 2024, disse hoje o Banco de Portugal (BdP).
De acordo com o banco central, "apesar da redução relativamente ao período homólogo, o valor observado até outubro corresponde, em termos nominais, ao segundo excedente mais elevado de toda a série".
A redução do excedente externo até outubro resultou, sobretudo, do aumento de 3.500 milhões de euros do défice da balança de bens, decorrente do aumento das importações (2.900 milhões de euros) e da diminuição das exportações (500 milhões de euros).
Para a evolução contribuiu ainda a diminuição de 400 milhões de euros do excedente da balança de rendimento secundário, explicada sobretudo pelo aumento da contribuição financeira de Portugal para a União Europeia e o acréscimo de 1.700 milhões de euros do excedente da balança de serviços, justificado maioritariamente pela melhoria do saldo das viagens e turismo (1.100 milhões de euros).
O BdP indica ainda que, até outubro, houve a redução de 528 milhões de euros do défice da balança de rendimento primário, devido aos menores juros pagos, e aumento de 433 milhões de euros do excedente da balança de capital, devido à maior atribuição aos beneficiários finais de fundos europeus ao investimento.
Até outubro, a capacidade de financiamento da economia portuguesa traduziu-se num saldo da balança financeira de 7.900 milhões de euros.
Quanto apenas a outubro deste ano, nesse mês, a economia portuguesa apresentou um excedente externo de 1.200 milhões de euros, acima dos 900 milhões de euros de outubro de 2024.