Kevin Warsh é o novo presidente da Fed
Kevin Warsh é o novo presidente da FedFoto: Tierney L. Cross/Bloomberg

Fed decide sobre juros e expectativa é de uma subida da taxa

O banco central encerra a reunião de dois dias esta quarta-feira e o consenso do mercado antecipa um aumento das taxas de juro para conter uma inflação que, mês após mês, regista valores acima da meta do regulador monetário norte-americano.
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A Reserva Federal (Fed) dos EUA reúne esta semana para decidir o rumo da política monetária e poderá subir os juros para tentar conter a inflação, com os analistas a apontarem para um aumento de 25 pontos base.

O banco central encerra a reunião de dois dias esta quarta-feira e o consenso do mercado antecipa um aumento das taxas de juro para conter uma inflação que, mês após mês, regista valores acima da meta do regulador monetário norte-americano.

Jenny Zeng, diretora de Investimento Global em Obrigações da AllianzGI, antecipa um aumento de 25 pontos base na taxa de juro, considerando que "enquanto o cenário macroeconómico mais amplo continua a apontar para juros mais elevados, o índice de preços no consumidor (IPC) de agosto, mais forte do que o esperado, parece ter eliminado qualquer justificação para esperar".

A analista salienta, numa nota de análise, que o apoio a um aperto monetário adicional também está a crescer dentro do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC), com três dissidentes já registados em julho.

Para Paolo Zanghieri, economista sénior da Generali Investments, os dados da inflação de agosto também inclinaram fortemente a balança a favor de um aumento de juros pela Fed nesta quarta-feira, disse numa nota de análise.

David Rees, Head of Global Economics da Schroders, apontou que enquanto a Fed não começar a subir as taxas de juro, "os mercados continuarão a questionar a sua credibilidade, bem como a disposição ou a capacidade do Tesouro de limitar os rendimentos dos títulos".

A Fed pode optar por um aumento de juros nesta reunião e "uma subida controlada dos custos de financiamento de curto prazo dos EUA, ou não fazer nada e correr o risco de uma subida descontrolada dos custos de financiamento de longo prazo", alertou, numa análise.

A inflação tem pairado sobre a política de taxas de juros do banco central ao longo do ano, com a taxa a ficar acima de 3%, impulsionada pela guerra dos EUA com o Irão e o seu impacto no fornecimento mundial de petróleo.

O conflito praticamente paralisou o estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes do início das hostilidades, em fevereiro.

A subida nos preços do petróleo fez disparar o preço da gasolina e do gasóleo, afetando o orçamento das famílias tanto diretamente, nos combustíveis, como indiretamente, ao encarecer o transporte de mercadorias.

A Fed tem mantido a taxa de juro inalterada enquanto monitoriza a inflação, que está acima da sua meta de 2%, mas Wall Street espera que exista pelo menos um aumento na taxa até o final do ano.

Taxas mais altas tornariam o crédito mais difícil de obter e desacelerariam o crescimento económico, o que poderia arrefecer a inflação.

No entanto, a Fed também enfrenta pressão do Presidente Donald Trump, que quer que o banco central reduza os juros, o que poderia impulsionar a economia, mas também agravar a inflação.

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Reserva Federal americana anuncia decisão sobre taxas de juro e não são esperadas mexidas
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