Governo quer saber por que razão combustíveis não descem ao ritmo a que subiram

Para Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia, os preços não acompanharem a queda da cotação do petróleo "não tem razão de ser".
Governo pediu à Entidade Nacional para o Setor Energético para -"olhar para esta questão"
Governo pediu à Entidade Nacional para o Setor Energético para -"olhar para esta questão"Foto: D.R.
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A ministra do Ambiente e Energia disse esta quarta-feira (1 de julho) que o Governo pediu à ENSE para analisar a evolução dos preços dos combustíveis, por não estarem a descer ao mesmo ritmo a que subiram.

Nós já pedimos à ENSE [Entidade Nacional para o Setor Energético] para olhar para esta questão”, afirmou Maria da Graça Carvalho, em resposta a uma pergunta sobre a evolução dos preços dos combustíveis, em audição na Comissão de Ambiente e Energia, requerida pelo PCP, no parlamento, sobre o negócio Galp/Moeve.

O tema foi abordado, apesar de ser independente da fusão dos respetivos portefólios de refinação, petroquímica e venda de combustíveis na Península Ibérica das empresas.

A governante considerou que a evolução dos preços dos combustíveis não acompanharem a queda da cotação do petróleo “não tem razão de ser” e disse que o executivo quer perceber “exatamente porque é que isso está a acontecer”.

A questão foi colocada depois de os preços dos combustíveis terem aumentado na sequência do ataque dos EUA ao Irão, em 28 de fevereiro, e dos receios de perturbações no abastecimento internacional de petróleo com o encerramento do estreito de Ormuz.

“É algo que não tem razão de ser e, portanto, queremos perceber exatamente porque é que isso está a acontecer”, reforçou Maria da Graça Carvalho.

A ENSE – Entidade Nacional para o Setor Energético tem competências de fiscalização e supervisão no setor energético, incluindo na área dos combustíveis.

A ministra tinha referido na mesma audição que Portugal atravessou a recente crise energética em condições mais favoráveis do que outros países europeus, devido à existência da refinaria de Sines, que assegura cerca de 80% das necessidades nacionais, e à diversificação dos fornecedores de combustíveis.

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