

Os juros implícitos nos contratos de crédito à habitação subiram para 3,088% em março. Esta foi a primeira subida desde janeiro de 2024 e corresponde ao primeiro impacto da guerra travada no Médio Oriente (os primeiros ataques tiveram lugar a 28 de fevereiro, último dia daquele mês).
Em causa está um acréscimo de 0,9 pontos base (p.b.) face a fevereiro (3,079%). A prestação média ficou, por isso, cinco euros acima do registado em fevereiro e quatro euros acima de março de 2025. A parcela relativa a juros representou 48,8% da prestação média, de acordo com os dados divulgados pelo INE nesta terça-feira, 21 de abril.
Por outro lado, nos contratos celebrados no primeiro trimestre, a taxa recuou de 2,871% em fevereiro para 2,830% em março. O valor médio da prestação atingiu 700 euros (aumento de 5 euros), mais 15,9% do que no mês homólogo.
O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação subiu 584 euros e está nos 77.078 euros. No que respeita aos contratos assinados entre janeiro e março, o montante médio em dívida foi de 175.838 euros em março, mais 3.976 euros do que em fevereiro.