O preço dos combustíveis disparou em março e provocou uma aceleração agressiva da inflação, até aos 2,7%. Em causa está um acréscimo de 0,6 pontos percentuais (p.p.) face a fevereiro.
De acordo com os dados preliminares do INE, a inflação subjacente (exclui produtos energéticos alimentares não transformados) na economia portuguesa ficou-se por um aumento homólogo de 2,0% (mais 0,1 p.p. do que no mês anterior).
Em simultâneo, registaram-se subidas de 5,8% nos produtos energéticos (-2,2% em fevereiro) e de 6,4% nos produtos alimentares não transformados (6,7% no mês precedente). "A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", lê-se no relatório.
Só de fevereiro para março (variação mensal), a escalada de preços foi de 2,0%, muito acima do aumento de 0,1% observado um mês antes (1,4% em março do ano passado).
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu 2,7% em termos homólogos (2,1% em fevereiro).
Os dados definitivos deverão ser conhecidos no dia 13 de abril.