Há pedidos de licenciamento para construir 61 mil casas. Áreas metropolitanas de Lisboa e Porto absorvem 41%

Nos nove primeiros meses deste ano, entraram 17.943 projetos de habitação nas autarquias do país, que contemplam um total de 61.334 casas. Têm agora de ser analisados e aprovados.
Em Vila Nova de Gaia, foi pedido licenciamento para dois edifícios com mais de 200 fogos.
Em Vila Nova de Gaia, foi pedido licenciamento para dois edifícios com mais de 200 fogos.Foto: Arquivo
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As câmaras muncipais receberam pedidos de licenciamentos para a construção de 61.334 casas, distribuídas por 17.943 projetos, nos primeiros nove meses deste ano. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, entraram pedidos para 25 mil habitações. Os dados são da Confidencial Imobiliário, apurados a partir dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE – Agência para a Energia.

Todos estes pedidos têm agora que passar pelo crivo das autarquias. Entre o processo de licenciamento, a construção e a entrega de chaves aos futuros habitantes passam no mínimo quatro anos.

Segundo a consultora especializada em estatísticas do setor imobiliário, verificou-se a entrada de pedidos para construção de 6815 fogos em média por mês, entre janeiro e setembro deste ano, 12% acima da média mensal de 2025 (6098 fogos). Os dados revelam que é na região Norte que há intenção de construir mais casas.

Entre janeiro e setembro deste ano, os promotores imobiliários solicitaram licença para avançar com 17.444 fogos no Norte, o que equivale a 28% do total nacional (61.334). No Centro, as intenções de investimento imobiliário abarcam 14.424 fogos (24% do total).

Nas autarquias da Área Metropolitana (AM) de Lisboa, entraram pedidos de licenciamento para 12.127 fogos. Já nas câmaras da AM do Porto, foram submetidos processos para 12.924 habitações.

O Porto lidera o número de entrada de pedidos de licenciamento, contabilizando a submissão de processos para construção de 4174 habitações. Na AM do Porto, destaca-se ainda Vila Nova de Gaia (3325), Gondomar (1487), Maia e Matosinhos (ambos com cerca de mil fogos cada).

Em Lisboa, os promotores entraram com processos de licenciamento para 1790 fogos. Na AM de Lisboa, Loures registou a entrada de pedidos para 1550 casas e Sintra para 1094 habitações. No Seixal, Setúbal, Oeiras, Cascais, Montijo, Almada, Mafra, Palmela e Amadora estão em estudo cerca de 500 fogos em cada município.

No Norte, destacam-se Vila Nova de Famalicão, com pedidos de construção de 1547 casas, Braga (1492) e Guimarães (1291), a que se juntam Barcelos e Trofa, cerca de 900 fogos cada, e Paços de Ferreira, Penafiel e Viana do Castelo, com pipelines da ordem dos 700.

No Centro, as atenções dos promotores estão concentradas em Coimbra (1199 fogos), Viseu e Leiria (cerca de mil), Aveiro (788) e Torres Vedras (652).

Os dados da Confidencial Imobiliário revelam que foram submetidos pedidos de licenciamento de 48 edifícios com mais de 100 apartamentos, ou 12% dos fogos (7352 apartamentos). O conjunto inclui seis edifícios com mais de 200 fogos (dois deles com 351 e 331 unidades) localizados em Vila Nova de Gaia, Trofa, Porto (dois), Loures e Montijo. Há ainda 40 edifícios com 70 a 100 apartamentos (3302 fogos) e 69 com 50 a 70 apartamentos (4026 fogos).

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