

As câmaras muncipais receberam pedidos de licenciamentos para a construção de 61.334 casas, distribuídas por 17.943 projetos, nos primeiros nove meses deste ano. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, entraram pedidos para 25 mil habitações. Os dados são da Confidencial Imobiliário, apurados a partir dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE – Agência para a Energia.
Todos estes pedidos têm agora que passar pelo crivo das autarquias. Entre o processo de licenciamento, a construção e a entrega de chaves aos futuros habitantes passam no mínimo quatro anos.
Segundo a consultora especializada em estatísticas do setor imobiliário, verificou-se a entrada de pedidos para construção de 6815 fogos em média por mês, entre janeiro e setembro deste ano, 12% acima da média mensal de 2025 (6098 fogos). Os dados revelam que é na região Norte que há intenção de construir mais casas.
Entre janeiro e setembro deste ano, os promotores imobiliários solicitaram licença para avançar com 17.444 fogos no Norte, o que equivale a 28% do total nacional (61.334). No Centro, as intenções de investimento imobiliário abarcam 14.424 fogos (24% do total).
Nas autarquias da Área Metropolitana (AM) de Lisboa, entraram pedidos de licenciamento para 12.127 fogos. Já nas câmaras da AM do Porto, foram submetidos processos para 12.924 habitações.
O Porto lidera o número de entrada de pedidos de licenciamento, contabilizando a submissão de processos para construção de 4174 habitações. Na AM do Porto, destaca-se ainda Vila Nova de Gaia (3325), Gondomar (1487), Maia e Matosinhos (ambos com cerca de mil fogos cada).
Em Lisboa, os promotores entraram com processos de licenciamento para 1790 fogos. Na AM de Lisboa, Loures registou a entrada de pedidos para 1550 casas e Sintra para 1094 habitações. No Seixal, Setúbal, Oeiras, Cascais, Montijo, Almada, Mafra, Palmela e Amadora estão em estudo cerca de 500 fogos em cada município.
No Norte, destacam-se Vila Nova de Famalicão, com pedidos de construção de 1547 casas, Braga (1492) e Guimarães (1291), a que se juntam Barcelos e Trofa, cerca de 900 fogos cada, e Paços de Ferreira, Penafiel e Viana do Castelo, com pipelines da ordem dos 700.
No Centro, as atenções dos promotores estão concentradas em Coimbra (1199 fogos), Viseu e Leiria (cerca de mil), Aveiro (788) e Torres Vedras (652).
Os dados da Confidencial Imobiliário revelam que foram submetidos pedidos de licenciamento de 48 edifícios com mais de 100 apartamentos, ou 12% dos fogos (7352 apartamentos). O conjunto inclui seis edifícios com mais de 200 fogos (dois deles com 351 e 331 unidades) localizados em Vila Nova de Gaia, Trofa, Porto (dois), Loures e Montijo. Há ainda 40 edifícios com 70 a 100 apartamentos (3302 fogos) e 69 com 50 a 70 apartamentos (4026 fogos).