Homens esperam ganhar mais 12% do que as mulheres logo no primeiro emprego

O estudo da Magma Studio, que recolheu 5.499 respostas, mostra que salário, estabilidade e perspetivas de progressão adquiriram peso crescente nas escolhas profissionais dos jovens.
Homens esperam ganhar mais 12% do que as mulheres logo no primeiro emprego
Pedro Granadeiro/Global Imagens
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Os Estudantes universitários e recém‑licenciados em Portugal antecipam um salário líquido médio de 1.325 euros no primeiro emprego, revela a 10.ª edição do Estudo das Empresas Mais Incríveis de Portugal (EMIP), da Magma Studio.

Os homens apontam para 1.412 euros e as mulheres para 1.261 euros, traduzindo uma diferença de expectativas salariais de 12% antes mesmo do início da carreira.

O estudo, que recolheu 5.499 respostas, mostra que salário, estabilidade e perspetivas de progressão adquiriram peso crescente nas escolhas profissionais dos jovens, num quadro em que o custo de vida (16%), a crise da habitação (11%) e a instabilidade política e económica (11%) figuram entre as maiores preocupações.

De acordo com o documento, a principal ambição dos inquiridos é, justamente, obter um emprego estável com oportunidades de crescimento profissional.

Segundo Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio, citado no estudo, “a nova geração tem uma relação muito pragmática com o mercado de trabalho” e valoriza autonomia, qualidade de vida e transparência nas empresas que pretende integrar.

O EMIP evidencia também forte mobilidade, uma vez que 83% dos jovens planeiam começar a carreira em Portugal, enquanto 17% ponderam emigrar — principalmente por razões económicas, com 40,7% a apontar salários mais elevados como motivo principal e 30% a destacar melhores oportunidades de formação e progressão.

Cerca de dois terços admitem mudar de cidade ou região por uma proposta profissional atraente.

A digitalização dos processos de recrutamento gera inquietação, já que mais de um quarto dos respondentes acredita que a seleção será cada vez mais automatizada por Inteligência Artificial, levantando receios sobre exclusão algorítmica sem explicações ou feedback.

Miguel Gonçalves alerta para o “fosso de género nas expectativas salariais” e para a ansiedade crescente face à automação, pedindo processos de recrutamento mais humanos e transparentes.

No ranking de atratividade empresarial entre estudantes e recém‑licenciados, a Google mantém‑se no primeiro lugar, seguida pela Microsoft e pela Deloitte. Completam o top 10: BMW Group, Sonae, EDP, Bosch, Siemens, Mercedes‑Benz e PwC.

Quanto aos setores preferidos, Tecnologias da Informação e Comunicação lidera, seguida por Consultoria, Automóvel e Transportes, Bens de Consumo e Banca e Seguros.

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