O fundador e presidente executivo (CEO) da Science, que atua em interfaces cérebro-computador, desvaloriza as preocupações com os implantes cerebrais, argumentando que o cérebro "já está 'hackeado' pelas redes sociais".
Questionado sobre as preocupações que o interface cérebro-computador (BCI, na sigla inglesa) pode gerar para algumas pessoas, Max Hodak, que foi orador na Web Summit deste ano, afirma que os cérebros já estão "hackeados" pelas redes sociais".
A Science é considerada líder em 'Brain Computer Interfaces' (BCI), "focada em viabilizar um futuro mais promissor através da engenharia neural", refere a empresa.
"O iPhone é uma preocupação muito maior para mim do que esses implantes cerebrais, dessa perspetiva", aponta Max Hodak, que anteriormente fez parte da fundação da Neuralink.
O cérebro "é essencialmente um computador", e podem obter-se informações dentro e através do cérebro de inúmeras maneiras, considera.
"Acho que o iPhone é uma tecnologia maluca. Se o deixarem numa outra sala por 10 minutos, longe de onde estão, as pessoas começam a ficar ansiosas" e precisam de o ter de volta, argumenta Max Hodak para explicar a adição atual aos telemóveis.
Este "é um nível de vício absurdo", defende.
"Acho que, só porque a informação entra pelos olhos ou pelos ouvidos, em vez de ser por uma conexão, não é realmente diferente", remata.
jornalista da agência Lusa