Inflação acelera para 3,2% na zona euro com energia a disparar 10,9% em maio

Os preços voltaram a avançar em maio, impulsionados sobretudo por um disparo na energia. Se excluída esta categoria, a subida dos preços continua a exceder o limite, ao atingir 2,4%.
Inflação acelera para 3,2% na zona euro com energia a disparar 10,9% em maio
Paulo Spranger
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Os preços voltaram a subir nas economias do euro em maio, sobretudo em resultado de um disparo nos preços da energia. Este decorre da subida dos combustíveis, em função da guerra no Médio Oriente.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Eurostat, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 3,2%, em termos homólogos, em abril, o que significa uma aceleração de 0,2 pontos percentuais (avanço de 3,0% em abril).

Também a subida nos preços da energia acelerou, de 10,8% em abril para 10,9% em maio. A guerra no Médio Oriente continua a condicionar o custo de vida, em virtude da redução do trânsito de petroleiros estreito de Ormuz, que provoca uma redução da oferta de petróleo nos mercados, com consequências diretas nos preços.

Por setor, seguem-se os serviços, com uma subida de 3,5% (após 3,0% no mês anterior). As subidas menos expressivas foram registadas nos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, ao subirem 2,0% (2,4% em abril) e nos bens industriais não energéticos, com um acréscimo de 0,9% em maio (0,8% em abril).

Excluindo a energia, os preços subiram 2,4% face a maio de 2025. Se excluídos a energia e os alimentos não processados, os preços subiram 2,3%.

Variação face a abril mostra alívio

Na inflação mensal, a estimativa aponta para um decréscimo de 1,1% nos preços da energia em maio. Significa isto que, apesar de os preços estarem acima dos registos de há um ano, abril foi o mês de maior pressão inflacionista no setor energético desde o início da guerra, com maio a trazer uma descida no setor.

Ainda assim, importa recordar que esta é uma categoria historicamente volátil, tendência que se tornou mais vincada desde o início da guerra.

No índice geral, a subida mensal foi estimada em 0,1%. Nos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, a alteração foi nula, ao passo que os bens industriais não energéticos subiram 0,2% e os serviços ficaram 0,4% mais caros.

Portugal: inflação homóloga desacelera

Na economia nacional, os preços subiram 3,1% em maio face ao mesmo mês do ano passado, o que significa que perderam força face à subida observada em abril (3,3%). Em contrapartida, a inflação mensal foi de 0,4%, o que significa que ficou acima da média.

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Energia a disparar. Preços na produção industrial registam maior aceleração dos últimos três anos
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