Inflação acelera para 3,6% em setembro, com combustíveis a disparar

Os preços dos produtos alimentares subiram 15,3% em setembro, face ao mesmo mês do ano passado, ao passo que os alimentos não transformados ficaram 3,7% mais caros.
O combustível continua muito acima dos preços de há um ano.
O combustível continua muito acima dos preços de há um ano.Paulo Spranger
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A inflação atingiu 3,6% em setembro, o que significa que ficou 0,3 pontos percentuais (p.p.) acima do observado no mês anterior. Os combustíveis continuam na base da escalada de preços.

Os dados do INE, conhecidos esta terça-feira, 13 de outubro, confirmam a subida no índice geral que havia sido inscrita nas estimativas, conhecidas há duas semanas. Ao nível dos produtos energéticos (entre os quais estão os combustíveis), regista-se uma aceleração, na medida em que os preços subiram 15,3% (após 12,2% em agosto). O índice que diz respeito aos produtos alimentares não transformados alcançou 3,7% em setembro (após 3,4% no mês anterior).

Simultaneamente, o indicador subjacente (exclui produtos energéticos e alimentares não transformados) subiu 2,7% face ao mês homólogo (acima dos 2,6% observados em agosto).

Gasóleo e gasolina geraram contribuições na ordem de 0,113 e 0,077, respetivamente, para o índice geral. Isto porque os preços subiram 5,07% e 5,94%, pela mesma ordem, em termos homólogos. Contributos maiores chegaram do vestuário masculino e feminino, na ordem de 0,290 e 0,594, com variações na ordem de 19,11% e 32,52%, respetivamente, face a setembro de 2025.

Na comparação mensal (setembro face a agosto), o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação de 1,2% (nula no mês precedente e 0,9% em setembro de 2025). Significa isto que os preços subiram 1,2% de um mês para o outro.

Excluídos os produtos energéticos e alimentares não transformados, a variação mantém-se em 1,2% (-0,1% em agosto e 1,1% em setembro do ano passado).

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