

As perspetivas de agravamento das dificuldades na economia global estão a gerar aversão ao risco entre os investidores, lançando as yields das obrigações do Tesouro americano a 30 anos para máximos de 2007.
Esta atingiu 5,2% na madrugada desta quarta-feira e, pelas 12h20 desta quarta-feira, ronda os 5,17%. Este é o patamar mais alto desde junho de 2007, o que significa que se passaram quase 19 anos. Recorde-se que o verão de 2020 trouxe uma redução para 1,2%, sendo que os anos seguintes ficaram marcados por uma tendência maioritariamente positiva, até um pico levemente acima de 5%, em 2023.
Os anos mais recentes foram pautados por alguma volatilidade, antes de um novo máximo relativo, agora alcançado.
Desta vez, o principal fator diz respeito à guerra no Médio Oriente, que está a fazer disparar o preço do petróleo e, por consequência, dos combustíveis. Posto isto, a inflação está em forte alta e levantam-se receios de que possa continuar a subir, pelo que a aversão ao risco subiu de forma acentuada desde o final de fevereiro, aquando dos primeiros ataques dos EUA no Irão.
Face à perspetiva de que a inflação vai continuar em forte alta, os mercados estimam que a Fed mantenha as taxas de juro de referência num nível alto, de forma a evitar subidas mais agressivas. Em simultâneo, o governo dos EUA está a endividar-se em grandes quantidades de dinheiro, pelo que os investidores aproveitam para exigir retornos mais elevados.
Tudo isto está a formar um cocktail que está a impulsionar as yields.