

A inflação homóloga na OCDE, medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), permaneceu "amplamente estável", ao subir para 3,4% em fevereiro, contra 3,3% em janeiro, foi anunciado esta terça-feira, 7.
Em comunicado, a OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico precisa que a inflação geral aumentou em 13 dos 37 países da OCDE com dados disponíveis e diminuiu em nove, e permaneceu estável ou amplamente estável nos 15 restantes países da OCDE.
Dezasseis países da OCDE registaram inflação de 2% ou abaixo. A Turquia e a Finlândia registaram os maiores aumentos, de 0,8 pontos percentuais face a janeiro, enquanto a Noruega registou a maior diminuição, de 0,9 pontos percentuais, devido principalmente a uma desaceleração da inflação da energia.
A inflação alimentar da OCDE em termos homólogos acelerou para 4,0% em fevereiro, contra 3,7% em janeiro, refletindo principalmente um aumento de 4,7 pontos percentuais na Turquia.
A inflação alimentar aumentou em apenas outros oito países da OCDE e diminuiu em cerca da metade daqueles com dados disponíveis.
A inflação da energia e a inflação subjacente da OCDE (inflação excluindo alimentos e energia) permaneceram estáveis, com uma divisão amplamente equilibrada entre os países que registaram aumentos e diminuições.
Na zona euro, a inflação geral homóloga, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), acelerou para 1,9% em fevereiro, contra 1,7% em janeiro.
O aumento da inflação da energia e da inflação subjacente mais do que compensou a queda da inflação alimentar.
De acordo com a estimativa preliminar do Eurostat, a inflação na zona euro deve aumentar ainda mais, para 2,5% em março, o nível mais alto desde janeiro de 2025, devido principalmente aos preços da energia, na sequência da escalada dos preços devido à guerra no Médio Oriente. A inflação homóloga da energia subiu para 4,9% em março, contra uma descida de 3,1% em fevereiro.
A inflação subjacente estima-se que tenha permanecido amplamente estável.
No G7, em fevereiro, a inflação geral homóloga permaneceu estável em 2,1%, tendo aumentado apenas em França e em Itália.
A inflação geral diminuiu ligeiramente na Alemanha e no Japão, enquanto no Reino Unido e nos Estados Unidos, os únicos países do G7 com inflação acima de 2%, permaneceu estável.
A inflação subjacente continuou a ser o principal motor da inflação geral em todos os países do G7.
No G20, a inflação geral homóloga subiu para 3,7% em fevereiro, contra 3,4% em janeiro, o primeiro aumento desde maio de 2024.
A inflação geral na China subiu 1,3%, tendo ultrapassado 1% pela primeira vez desde fevereiro de 2023, impulsionada pelo feriado do Ano Novo Lunar.