

A inflação homóloga abrandou para 1,9% em janeiro, anunciou esta quarta-feira, 11, o Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmando a estimativa rápida divulgada no final do mês passado.
A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) ficou 0,3 pontos percentuais (p.p.) abaixo da registada em dezembro.
Entre os contributos positivos com maior impacto estiveram os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e os restaurantes e serviços de alojamento.
Na comparação mensal, o IPC registou uma variação de -0,7%.
O INE aponta como contribuições positivas relevantes os sub‑subgrupos dos Restaurantes, cafés e estabelecimentos similares; do Peixe, vivo, fresco, refrigerado ou congelado; dos Lares residenciais para idosos e deficientes; dos Vinhos de uva; e das Rendas efetivamente pagas pelos inquilinos pela residência principal.
Entre as contribuições negativas salientam‑se Vestuário (associado aos saldos de fim de época), Hotéis, motéis, estalagens e outros serviços de alojamento, Transporte aéreo de passageiros, internacional, e Calçado para senhora.
A inflação subjacente — que exclui bens mais voláteis como alimentos não transformados e energia — desacelerou para 1,8% (face a 2,1% em dezembro de 2025).
O INE refere ainda que o índice dos produtos energéticos teve variação de -2,2% (-2,4% no mês anterior) e o dos produtos alimentares não transformados registou 5,8% (6,1% em dezembro de 2025).
O organismo destaca que o IPC de janeiro de 2026 inicia uma nova série do indicador, com base 100 em 2025, tendo sido também atualizadas a amostra e a estrutura de ponderação do índice.