A taxa de inflação recuou para 2% na zona euro em dezembro, com o setor dos serviços a registar novamente a maior subida homóloga. Em Portugal, porém, a inflação alcançou máximos de agosto, de acordo com as estimativas do Eurostat.O escritório de estatísticas da UE divulgou a informação, na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro. Os dados são provisórios e apontam para uma subida de 2,4% no Índice Harmonizado de Preços no Consumidor na economia portuguesa em dezembro (após 2,1% em novembro). Em causa está o maior acréscimo homólogo dos últimos quatro meses (2,5% em agosto).Por outro lado, trata-se de uma desaceleração face a dezembro de 2024, quando o mesmo indicador ascendeu a 3,1%.Em termos mensais, o Eurostat aponta para uma variação nula em dezembro.Inflação desacelera na zona euro para meta do BCENa área da moeda única, a tendência foi outra, na medida em que a inflação recuou para 2% em dezembro (2,1% no mês anterior). Olhando para as várias componentes, o recuo nos preços da energia teve o maior peso.Por um lado, os serviços continuam a liderar o indicador, com a inflação a desacelerar para 3,4% (3,5% em novembro), ao passo que os produtos alimentares, bebidas alcoólicas e tabaco avançaram para 2,6% (face a 2,4% no mês precedente). Nos bens industriais não energéticos a taxa contraiu para 0,4% (após 0,5%).No que respeita aos produtos energéticos, após a queda de 0,5% em novembro, o último mês do ano trouxe uma contração de 1,9%, em função da queda dos preços do barril de petróleo para mínimos de 2021..Taxa de inflação na zona euro revista em baixa para 2,0% em agosto