

A inteligência artificial (IA) pode aumentar a produtividade no setor das energias renováveis até 25%, apesar da maioria das empresas ter dificuldade em converter ambição em valor, conclui um estudo da Boston Consulting Group (BCG).
Segundo o estudo “A Real-World Game Plan for AI in Renewable Energy”, a adoção de soluções de IA pode permitir aumentos de 15% a 25% na produtividade dos trabalhadores e melhorias de um a três pontos percentuais no rendimento energético, "através de maior disponibilidade dos ativos e de uma execução operacional mais eficaz", indica a consultora em comunicado.
As empresas do setor da energia têm planos para intensificar o investimento na IA, mas a BCG alerta que a captura de valor "permanece limitada em muitas organizações".
De acordo com o relatório, o bloqueio resulta principalmente da dificuldade em escalar iniciativas para além da fase piloto, integrá-las nos fluxos reais de trabalho e associá-las a métricas de negócio claramente definidas.
Tendo em conta as conclusões do estudo, a consultora defende que as empresas de renováveis têm de ser seletivas na forma como alocam capital à IA, dando prioridade a "iniciativas capazes de produzir retorno visível num horizonte de seis a doze meses", em vez de programas "excessivamente amplos ou centrados apenas na experimentação tecnológica".