

O investimento global em viagens e turismo superou um bilião de dólares (860.000 milhões de euros) em 2025, pela primeira vez desde 2019, mais 8,5% face ao ano anterior, informou esta segunda-feira o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).
Em comunicado, o WTTC prevê uma contribuição de 17,1 biliões de dólares (cerca de 14,7 biliões de euros) para a economia até 2036 e a criação de quase 89 milhões de novos postos de trabalho, considera que os governos dispõem de uma oportunidade chave para consolidar o impulso do setor através de políticas que facilitem as deslocações, reforcem a confiança empresarial e priorizem as viagens e o turismo como motor estratégico da economia.
De acordo com o organismo, o setor das viagens e turismo como um todo contribuiu com um valor recorde de 11,6 biliões de dólares (10,03 biliões de euros) para o Produto Interno Bruto (PIB) global em 2025.
Os Estados Unidos, a China, a Índia e a Arábia Saudita, em conjunto, representaram quase metade de todo o investimento de capital em viagens e turismo em 2025, contribuindo com quase 500.000 milhões de dólares (cerca de 431.370 milhões de euros).
Ao longo da próxima década, o Conselho prevê que a Indonésia se torne um dos mercados de turismo emissor de crescimento mais rápido a nível mundial, enquanto se espera que os Países Baixos registem o maior crescimento na Europa em investimento de capital em viagens e turismo e que o Ruanda continuará a consolidar-se como uma das economias de turismo de lazer de expansão mais acelerada em África.
O relatório conclui que, embora a "incerteza geopolítica e os desafios económicos" continuem a dominar o panorama global, as perspetivas a longo prazo continuam "excecionalmente sólidas".
O relatório do WTTC destaca que os países que elegem as viagens e o turismo como prioridade económica estratégica já estão a obter resultados tangíveis, que atribui à atuação continuada das administrações públicas, nomeadamente os fundos de recuperação da União Europeia (UE) direcionados à sustentabilidade turística, à digitalização e às infraestruturas, assim como a políticas para diversificar o turismo por temporadas e territórios.