Investimento imobiliário comercial sobe 22% em 2025 para 2,8 mil milhões

Em comunicado, a consultora CBRE antecipa “um cenário otimista” para 2026, com “várias transações significativas em curso em todos os setores, algumas já em fases avançadas de ‘due diligence’".
Investimento imobiliário comercial sobe 22% em 2025
Investimento imobiliário comercial sobe 22% em 2025 Artur Machado / Global Imagens
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O investimento em imobiliário comercial de rendimento aumentou 22% em 2025 face a 2024, somando 2.820 milhões de euros, com o retalho a responder por 33%, os escritórios 25% e a hotelaria 15%, segundo dados da consultora CBRE.

Em comunicado, a empresa antecipa “um cenário otimista” para 2026, com “várias transações significativas em curso em todos os setores, algumas já em fases avançadas de ‘due diligence’, sustentando a trajetória de consolidação do mercado de investimento imobiliário em Portugal”.

No ano passado, foram realizadas 85 transações de investimento em Portugal, tendo o ‘ticket’ médio por operação aumentado para cerca de 32 milhões de euros. Tal como em 2024, foram realizadas quatro operações acima de 100 milhões de euros.

“A distribuição do investimento por setores manteve o retalho como líder, com 33% do volume total, seguido pelos escritórios, que regressam ao pódio com 25%, sinalizando um reforço da confiança neste segmento e uma compressão das ‘yields’”, refere a CBRE.

Em conjunto, os setores de retalho e escritórios totalizaram 1.617 milhões de euros transacionados, representando 57% do volume total investido em 2025.

Já a hotelaria concentrou 15% do investimento, enquanto o setor ‘living’, com destaque para residências de estudantes, representou cerca de 14%. Os setores logístico e alternativos completaram o ‘ranking’, com 10% e 3%, respetivamente.

A consultora salienta a ‘performance’ do segmento de escritórios, que duplicou o volume de investimento registado em 2024, “refletindo o interesse dos investidores por ativos com uma relação risco-retorno atrativa quando comparados com outros setores”.

Também o setor da logística registou “um crescimento significativo, com um volume de investimento três vezes superior ao ano anterior”, numa tendência que a CBRE antecipa que se irá manter em 2026.

Destaque ainda para os setores alternativos, onde, para além das residências de estudantes, com operações relevantes como a aquisição ibérica da Livensa e a entrada da Hines no mercado português, se registaram também transações envolvendo ginásios, ‘data centers’ e escolas.

Geograficamente, a CBRE dá conta de uma “distribuição equilibrada” entre Lisboa e Porto, que, em conjunto, representaram 78% do total investido em Portugal.

Entre as três maiores transações do ano surgem a venda de 50% do Norteshopping, a aquisição das residências de estudantes Livensa Living e a venda do hotel Cascais Miragem, que, em conjunto, representaram cerca de 30% do volume total de investimento realizado em 2025.

Segundo refere, os fundos CA Património Crescente, Valor Prime, Property Core e Imofomento tiveram um papel particularmente ativo em diversas aquisições, “substituindo progressivamente o capital internacional”.

Para este ano, a consultora prevê que o setor hoteleiro “poderá assumir um papel de grande destaque, caso se concretizem as notícias que apontam para uma potencial venda do fundo Discovery”, antecipando que os níveis de absorção “se mantenham em linha com 2025, mas com a possibilidade de uma ligeira subida no valor das rendas”.

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