

O Governo alemão anunciou esta segunda-feira, 13, medidas adicionais de apoio face à escalada dos preços da energia avaliadas em 1,6 mil milhões de euros, que incluem a redução, durante dois meses, do imposto sobre combustíveis.
O líder alemão afirmou que a guerra no Médio Oriente é a verdadeira causa dos problemas que enfrentam, ao anunciar a redução temporária do imposto energético sobre o gasóleo e a gasolina, no valor de cerca de 17 cêntimos por litro.
Friedrich Merz anunciou também uma isenção fiscal para um subsídio de compensação de 1.000 euros que as empresas pretendam pagar seus funcionários.
As medidas anunciadas irão custar cerca de 1,6 mil milhões de euros às finanças públicas, afirmou a ministra social-democrata do Trabalho, Bärbel Bas.
Para compensar estas perdas, a coligação pretende aplicar, a partir de 2026, o aumento programado do imposto sobre o tabaco, anunciou o ministro social-democrata das Finanças, Lars Klingbeil.
A hipótese de um imposto sobre os lucros extraordinários do petróleo, defendida por este último, foi, pelo contrário, descartada por enquanto, tendo Merz afirmado dar preferência a "medidas ao abrigo do direito da concorrência e do direito fiscal".
"Não podemos compensar com recursos públicos cada resultado, cada evolução nos mercados", explicou Merz, para justificar a duração limitada da redução deste imposto.
"O Estado não pode absorver todas as incertezas, todos os riscos, todas as perturbações da política mundial", acrescentou.
A Alemanha deve esperar sentir "ainda por muito tempo as consequências" da guerra no Médio Oriente, "mesmo quando esta terminar", advertiu também.
"Estamos a preparar-nos para que, durante um período prolongado, haja um encargo considerável para a economia alemã" e, portanto, também para as famílias, insistiu o líder conservador, no cargo há um ano.
No início de abril, os principais institutos económicos do país estimaram que o choque energético iria "abrandar" a recuperação da economia alemã.
Neste sentido, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão deverá crescer 0,6% em 2026 e 0,9% em 2027, o que representa, respetivamente, uma queda de 0,6 e 0,5 pontos percentuais em relação às previsões do outono.