

O número de licenciamentos totalizou 6.300, no terceiro trimestre, o que se traduz num decréscimo de 4,1% face ao mesmo período de 2024, divulgou esta sexta-feira, 12, o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Do total de edifícios licenciados, 76,1% destinaram-se a construções novas, das quais 81,9% tinham como finalidade a habitação familiar. Foram ainda licenciados 299 edifícios para demolição, representando 4,7% do total.
Três regiões registaram aumentos no número de edifícios licenciados: Região Autónoma da Madeira (+31,0%), Centro (+7,2%) e Oeste e Vale do Tejo (+1,0%).
As restantes regiões apresentaram decréscimos, destacando-se a Península de Setúbal (-26,6%), a Região Autónoma dos Açores (-23,3%) e a Grande Lisboa (-16,7%).
O licenciamento de edifícios para construções novas diminuiu 3,4% enquanto o licenciamento para reabilitação recuou 2,9%. Foram ainda concluídos 4.000 edifícios, uma redução homóloga de 5,1%.
No segmento de habitação familiar, o número de fogos licenciados em construções novas aumentou 7,3%, abaixo dos 19,4% registados no 2.º trimestre.
Já o número de fogos concluídos cresceu 8,7%, após a variação negativa de 4,4%% registada no segundo trimestre de 2025.
Verificaram-se crescimentos nas regiões de Oeste e Vale do Tejo (+26,5%), Centro (+26,3%), Norte (+25,2%) e na Região Autónoma dos Açores (+1,4%).
Nas restantes regiões observaram-se decréscimos, sendo mais expressivos na Região Autónoma da Madeira (-53,0%), na Península de Setúbal (-47,6%) e no Algarve (-34,3%).
A área total licenciada registou uma diminuição homóloga de 26,1%, após o crescimento de 5,4% observado no trimestre anterior.
As variações positivas verificaram-se na Região Autónoma dos Açores (+25,7%), no Centro e no Oeste e Vale do Tejo (+14,5%, em ambos), no Algarve (+2,8%) e no Norte (+0,1%).
As maiores reduções observaram-se na Grande Lisboa (-69,4%) e na Região Autónoma da Madeira (-54,4%), influenciadas por um efeito de base, dado que no trimestre homólogo estas regiões tinham registado valores significativamente mais elevados nesta variável.
O Norte manteve-se como a principal região impulsionadora concentrando 38,7% dos edifícios licenciados, 39,2% das construções novas, 35,5% dos edifícios destinados a reabilitação e mais de metade dos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, no país (50,5%).