Lucro da Jerónimo Martins cai 14,5% até setembro para 414 milhões de euros

Nos primeiros nove meses do ano, as vendas cresceram 4,8% para 27.815 milhões de euros, referiu o grupo em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Pedro Soares dos Santos, presidente executivo da Jerónimo Martins
Pedro Soares dos Santos, presidente executivo da Jerónimo MartinsPaulo Spranger/Global Imagens
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O lucro da Jerónimo Martins caiu 14,5% nos primeiros nove meses, face a igual período de 2025, para 414 milhões de euros, divulgou esta quarta-feira, 28 de outubro, a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce.

Em igual período, as vendas cresceram 4,8% para 27.815 milhões de euros, adianta o grupo em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 7,6% para 1.950 milhões de euros.

Na Polónia, as vendas da cadeia de supermercados Biedronça cresceram 0,7% para 18,9 mil milhões de euros (+1,3% em moeda local) e o LFL ['Like-For-Like', ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise] "foi de -0,4%, incluindo, por um lado, um significativo crescimento de cerca 5% dos volumes e, por outro lado, um forte nível de deflação no cabaz".

O EBITDA aumentou 4,2% (+5,0% em moeda local).

No período, a Biedronka "inaugurou 54 novas lojas (25 adições líquidas) e um novo centro de distribuição, tendo remodelado 155 localizações".

A cadeia de saúde e bem-estar polaca Hebe "operou num enquadramento de renovada pressão competitiva em preço, que acentuou a deflação no cabaz", refere o grupo.

As vendas em moeda local "registaram um crescimento de 4,7%, com o LFL a situar-se em 1,7%" e, "em euros, as vendas totalizaram 469 milhões, correspondendo a um aumento de 4,0%" face a igual período do ano passado.

O EBITDA foi de 46 milhões de euros, 22,3% (+23,1% em moeda local) acima do ano anterior.

Entre janeiro e setembro, a Hebe abriu 25 lojas no mercado polaco, encerrando o período com um total de 419 localizações.

Em Portugal, as vendas do Pingo Doce "aumentaram 4,1% para 4,1 mil milhões de euros, com um LFL de 2,4% (excluindo combustível)".

Nos primeiros nove meses, foram remodeladas 25 lojas e inauguradas duas novas localizações.

Num contexto desafiante e com um comparativo mais exigente a partir do segundo trimestre, "o Recheio manteve a força da sua proposta de valor, segmentada por canal HoReCa {Hotéis, Restaurantes e Cafés] e retalho tradicional, com as vendas a subirem 1,5%, para 1,1 mil milhões de euros, com o LFL a fixar-se em 0,2%.

O EBITDA da Distribuição Portugal ascendeu a 306 milhões de euros, 6,4% acima de igual período de 2025.

Na Colômbia, na cadeia de supermercados Ara, as vendas aumentaram 20,6% em moeda local, "impulsionadas por um LFL de 8,2%". Em euros, "atingiram 3,2 mil milhões no período, correspondendo a um crescimento de 37,9%" homólogo.

Entre janeiro e setembro, a Ara abriu 85 novas lojas, que se traduzem em 68 adições líquidas, tendo inaugurado ainda um novo centro de distribuição.

O EBITDA aumentou 62,6% (+42,3% em moeda local) para os 151 milhões de euros, refere a Jerónimo Martins.

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